Henrique Pires convoca servidores da Funasa para guerra ao mosquito Aedes aegypti
O presidente da Fundação Nacional de Saúde, Henrique Pires, esteve reunido com servidores da Superintendência Regional do órgão no Piauí nesta quarta-feira (22) para uma conversa sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti. Segundo Pires, além do trabalho diário desenvolvido pelos técnicos, é importante que eles levem os conhecimentos que possuem para suas comunidades, amigos e familiares.
“Reunimos os servidores da Funasa no Piauí para falar da importância do trabalho deles para o saneamento no nosso Estado e para pedir que eles, que são os técnicos capacitados, que façam um trabalho de conscientização junto às suas comunidades, entre os familiares e amigos sobre o combate ao mosquito Aedes Aegypti, que é o vetor de tantas doenças, três delas perigosas: zika, dengue e chicungunya. Estão aqui servidores de todo o Piauí. Peço, então, que continuem a fazer esse trabalho importantíssimo”, destacou.
A médica Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, foi convidada para atualizar os conhecimentos dos funcionários da Funasa e fazer um bate-papo sobre a situação dos casos dessas doenças em Teresina. Durante sua palestra, Amariles fez uma abordagem geral sobre o modo de infestação, sintomas, tratamentos e sequelas dessas doenças.
“Temos casos de infestação achados em prédios altos, em casas de pessoas ricas, em plantas, no oco dos troncos e árvores, em piscinas e calhas com folhas secas, marquises, fossas estouradas e em diversos outros depósitos de água. No Piauí, o mosquito é capaz de se reproduzir com rapidez por conta do clima. Entao, não é diploma e conta bancária recheada que garantem que as pessoas vão ter cuidado com suas casas”, afirmou.
Segundo Amariles, os estudos que estão sendo feitos mundo afora vem revelando o potencial de ataque desses vírus no corpo humano. Recentemente, foi descoberto que a zika pode ser transmitida durante as relações sexuais e no sêmen o vírus tem até oito meses de vida. Também já foi provado que a dengue, em 80% dos casos, é assintomática. Por isso, muitas vezes o mosquito é infectado ao picar uma pessoa que se imagina sadia.
Crise hídrica
Henrique Pires comentou ainda a situação da crise hídrica e sobre os investimentos em saneamento básico que tem sido feitos no país. Ontem (21), comemorado Dia Mundial da Água, a Funasa realizou um seminário para discutir as questões relacionadas ao desperdício, ao uso racional, aos modos de convivência com a seca e às diversas nuances que envolvem a questão.
“Hoje, a crise da água é geral. Em Brasília, já está faltando. Somente nas zonas rurais dos municípios brasileiros, precisaríamos de R$ 24 bilhões para resolver o problema do saneamento, que é a construção de banheiros, de fossas sépticas, de poços, de melhorias, de distribuição de água. O que gastamos com a Copa do Mundo foi R$ 29 bilhões. Ou seja, priorizamos o futebol e eu acredito que deveríamos priorizar a saúde das pessoas porque gasto com saneamento é investimento, não se perde”, finalizou.
