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Cooperativas de Pernambuco destacam qualidade e empreendedorismo em escolas do Piauí
Aprendizado, muitas experiências de sucesso e um carinho especial pelo Piauí. Isso é o que um grupo de educadoras de cooperativas de Pernambuco levará na bagagem depois de conhecerem de perto o funcionamento de centros educacionais piauienses em um intercâmbio promovido pelo Sescoop/PI – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Piauí- e Sescoop/PE.
Durante três dias, os intercambistas visitaram diversas cooperativas de ensino em Teresina, Barras e Parnaíba, constatando os desafios de gestão e educação, bem como as dificuldades encaradas para manter a qualidade. Para o presidente do Sistema OCB/SESCOOP-PE, Malaquias Ancelmo, a escolha do Piauí para o intercâmbio foi a melhor devido a semelhança com os sistemas educacionais cooperativistas pernambucanos. “O cenário é muito parecido nos dois estados. Isso foi muito valoroso pra gente. Vamos levar essas experiências boas realizadas no Piauí”, destacou.
Uma das escolas visitadas em Parnaíba foi o colégio Logos, onde foi discutido o programa Cooperjovem, um dos grandes desafios da educação nas cooperativas. A escola foi fundada em 2002 e hoje já conta com 230 alunos distribuídos no ensino fundamental e médio.
O diretor presidente da Cooperativa Educacional Logos, Gregório Monteiro Oliveira, destacou os desafios da gestão reforçando o envolvimento de professores e alunos nas atividades da escola distribuídas por todo o ano.
“É muito bom ver todo mundo participando, desde os professores aos alunos. Isso são os valores do Cooperativismo. O Cooperjovem tenta disseminar a cultura da cooperação baseada nos princípios do Cooperativismo que fala de formação e educação e é interesse da comunidade. Isso através de atividades educativas”, frisou.
Com relação ao intercâmbio dos profissionais, o diretor presidente destaca que é importante também para as cooperativas que estão sendo visitadas. “Vejo o intercâmbio uma oportunidade ímpar no sentido de trocar experiências dentro de atividades educacionais, confraternização, de elevar a espiritualidade cooperativista. Além disso, temos uma parâmetro para saber como estamos diante das outras instituições de ensino cooperativistas pelo país”, finalizou.
Outra escola visitada foi a cooperativa Assis Brasil, que atende cerca de 150 alunos no ensino fundamental e médio, nos turnos da manhã e tarde, com uma proposta de ensino voltada a jovens de baixa renda. A última visita foi à Cooperativa Monteiro Lobato, que funciona há quatro anos e hoje conta com 20 cooperados em duas unidades. A diretora presidente, Isabel Espíndola, destacou a história da escola e o trabalho para manter o compromisso com a qualidade. “Esse trabalho é amor, é dedicação permanente à educação”, afirmou.
Para Madalena Nascimento, coordenadora do Cooperjovem de Pernambuco, a experiência foi muito boa, principalmente pela percepção de empreendedorismo dentro das instituições de ensino. “O que chama atenção é a questão de como as cooperativas educacionais vêem as coisas como negócio, tem visão de mercado. Elas acompanham o desenvolvimento dentro do mercado com seriedade e profissionalismo na gestão das cooperativas numa visão de futuro preparada. Oferecem qualidade do ensino e o crescimentos e se deve porque fazem bem o produto, que é educação”, finalizou.

