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No Piauí, municípios que mais geram riqueza são onde se investe menos

by Francy Teixeira for Notícias Leave a comment
No Piauí, municípios que mais geram riqueza são onde se investe menos

As séries positivas do PIB ao longo dos anos não foram suficientes para alavancados investimentos necessários em infraestrutura e melhorar os serviços à população da região Sul do Piauí, mas precisamente a região dos cerrados. Pelo menos três pesquisas oficiais recentemente divulgadas confirmam esta realidade. Os maiores PIBs  entre as 224 cidades do Piauí estão nos centros urbanos e das cidades do cerrado.
Os dados são do PIB dos municípios, divulgados pela Fundação Cepro e do Índice Firjan de autonomia dos municípios de 2018. E nacionalmente o Piauí se destacou com um volume do PIB superior a média nacional graças ao setor do agronegócio que registrou crescimento de 211%.
São cidades como Uruçuí, que está em 5º lugar no PIB piauiense e que é a única, além da capital, que possui autonomia financeira, graças ao agronegócio, sofrem com falta de estradas, falta de saúde e outros serviços. Problemas que são agravados pela falta de investimentos do poder público.
Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena e outras cidades da região do Cerrado do Piauí tem em comum o desenvolvimento do agronegócio elevando o PIB da região e a menor participação da administração pública. Também são da região 4 dos 10 municípios responsáveis por 62,2% da riqueza gerado no Piauí (o dado foi divulgado recentemente pela Fundação Cepro). São eles Floriano, Uruçuí, Bom Jesus e Baixa Grande do Ribeiro.
Falta de infraestrutura atrapalha o agronegócio e o cidadão
O município de maior PIB per capita do Estado, em 2017, foi Baixa Grande do Ribeiro (R$ 65.454,41), sendo o valor 4,6 vezes maior do que o PIB per capita estadual (R$ 14.089,78). Entre os dez maiores PIBs per capita em 2017, oito tinham como principal atividade a Agropecuária – Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Guadalupe, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus, Santa Filomena, Currais e Sebastião Leal – todos na região do cerrado. A soja e o milho foram a principal cultura agrícola nesses municípios, exceto para Guadalupe, onde a exploração concentrou-se na fruticultura.
Mesmo assim, a população da região acompanha o crescimento das cidades, do comércio e a geração de empregos através do impulso dado pela agricultura, sem que a atenção e de investimentos público em saúde, educação, estradas e energia tenha a mesma proporção.
O empresário Manoel Salvador Sousa Leite, que tem comércio em Ribeiro Gonçalves e Baixa Grande do Ribeiro descreve a situação na região e principalmente os problemas causados pela falta de estradas. Trabalhando com revenda de peças automotivas ele conhece a realidade do encarecimento do frete e dificuldades que a população enfrente.
“As estradas são muito ruins. Entre Uruçuí e Ribeiro Gonçalves vira muito carro. Atrapalha muito o desenvolvimento da cidade. A consequência mesmo, por exemplo,  chego a vender nove moles só pra um caminhoneiro e eles falam que é impossível continuar a trabalhar porque o dinheiro vai somente para as peças, encarece tudo”, afirma o empresário que é natural de Uruçuí.
Ele conta outra dificuldade como, por exemplo, a falta de uma agência bancária em Baixa Grande do Ribeiro. Segundo ele só há correspondentes bancários e a população apela para a cidade de Ribeiro Gonçalves. “A moeda nossa aqui na da região é o grão, a gente não planta, mas depende do grão. Oitenta por cento do povo aqui é empregado nas fazendas se o produtor não vai bem a gente perde também”, acrescenta.
Custo piauiense de produção é maior por falta de estradas
A falta de condições de infraestrutura é um drama antigo do Cerrado do Piauí. Por conta dele o agricultor piauiense tem um custo de produção maior que o de outras regiões, em função do custo com transporte (insumos e grãos) ser de 20 a 40% maior (dependendo da localização da fazenda e da qualidade do acesso) que de outras regiões produtoras também de milho e soja.

“Entre os vários gargalos nós temos a falta de estradas que possam melhorar o escoamento desta produção, mas não é só para a produção. Essa falta também afeta diretamente o cidadão que não é do agronegócio, um efeito direto disto é que tudo chega mais caro, isso encarece o seu custo de vida, então a melhoria não é só paro o produtor rural”, reflete o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja), Alzir Neto. Segundo o presidente da Aprosoja hoje o custo médio de produção da soja, por hectare no Piauí,  é de R$ 3.100.

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