Os imortais da Academia Piauiense de Letras se reúnem para definir, em segundo turno, o novo ocupante da cadeira 24. A vaga pertencia ao desembargador Paulo de Tarso Mello e Freitas, falecido aos 86 anos. O novo pleito acontecerá no próximo sábado (09).

No primeiro turno, ocorrido no dia 1º de dezembro do ano passado, 13 candidatos concorreram a três cadeiras. Para a cadeira 18 foi eleito o médico Itamar Abreu Costa e para a cadeira 32 o economista Felipe Mendes. Agora, estão concorrendo à vaga da cadeira 24 os candidatos Moisés Reis e Plínio Macedo, que conseguiram maioria no primeiro turno, mas nenhum dos dois atingiu os 19 votos necessários para se eleger.

Conforme o regimento interno, para ser eleito, o candidato deve obter maioria absoluta. Ao todo, estão aptos a votar 37 imortais, já que os dois primeiros eleitos ainda não tomaram posse. Aqueles que residem em Teresina, devem comparecer à sede da academia para depositar o voto na urna. Já os que residem fora, podem enviar o voto pelos Correios. A Comissão Eleitoral é encarregada de arrecadar todas as cédulas de forma sigilosa e fazer a apuração.

O horário da votação segue até as 11h30 do dia 09. Logo em seguida, a comissão faz a apuração e proclama o resultado.

Com três cadeiras em aberto, a Academia Piauiense de Letras elegerá os novos imortais no dia 1º/12, em eleição direta. Ao todo, 13 escritores fizeram a inscrição para concorrer no pleito. “Nos últimos meses, a Academia sofreu com as perdas do desembargador Paulo Freitas, do nosso querido Herculano Moraes e do estimado professor Raimundo Santana. Então, resolvemos unificar as eleições, promovendo todas em uma mesma data”, explica o presidente da instituição Nelson Nery Costa.

Os eleitos ocuparão as cadeiras 18, 24 e 32 que pertenciam a Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Cada um dos candidatos, no ato da inscrição, teve a oportunidade de escolher para qual cadeira concorrerá. Entre os pré-requisitos para a participação, segundo o regimento da APL, estão: ser piauiense ou morar no Estado há mais de 10 anos e ter ao menos um livro publicado.

Os 37 imortais estão aptos a votar. Cada um deve escolher três nomes, um para cada cadeira. Pelo regimento, a votação poderá ser feita presencialmente (para aqueles que residem no Piauí) ou o voto pode ser enviado em envelope lacrado pelos Correios (para os imortais que moram em outros estados).

A comissão eleitoral é presidida pelo professor Fonseca Neto, tendo como membros Magno  Pires, Reginaldo Miranda, Elmar Carvalho e Dilson Lages. É essa comissão que comandará todo o processo. Os votos, tanto os presenciais como os enviados, serão depositados numa urna. Ao final do horário estabelecido, a comissão abrirá a urna e fará a contagem dos votos referentes a cada uma das cadeiras. O resultado é proclamado ao final da apuração.

Candidatos

Cadeira 18

– José Itamar Abreu Costa

– José Gregório da Silva Júnior

Cadeira 24

– Enéas do Rego Barros

– Eduardo Lins Cavalcante

– Gregório de Moraes

– José Maria de Carvalho

– Kernard Kruel Fagundes dos Santos

– Maria Gomes Figueiredo dos Reis

– Moisés Angelo de Moura Reis

– Plínio da Silva Macêdo

Cadeira 32

– Edgar Pereira

– Felipe Mendes de Oliveira

– Francisco Teotônio da Luz Neto

IMG-20160502-WA0056A Academia Piauiense de Letras inscreve até o próximo dia 30 de outubro os candidatos interessados em ocuparem as três cadeiras deixadas pelos imortais Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Podem concorrer, segundo o edital que rege o processo eleitoral, escritores piauienses ou com mais de 10 anos morando no Estado, e que tenham escrito pelo menos um livro.
Com o novo pleito, serão ocupadas as cadeiras 18, 24 e 32. As inscrições devem ser feitas na sede da Academia, localizada na avenida Miguel Rosa, 3300, centro/sul.
Falecido no dia 17 de maio deste ano, Herculano Moraes ocupava a cadeira de número 18 e estava no exercício do cargo de secretário geral da Academia. Porém, sua vida foi construída sob uma constante e ativa vontade de participação em movimentos literários e produção contínua, desbravando e fundando academias de letras em várias cidades do Piauí.
Já o professor Raimundo Santana faleceu aos 92 anos em junho deste ano. Dedicou-se aos estudos sobre a história política, cultural, econômica, social e sindical do Piauí, e incentivou a realização e a publicação de livros. Fundou o Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960) e o Centro de Estudos Piauienses (1957). Trabalhou com o objetivo de fundar a Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Foi, inegavelmente, um batalhador incansável em prol do desenvolvimento de nossa cultura.
O desembargador Paulo Freitas falece no dia 23 de janeiro deste ano. Além de renomado professor das disciplinas de as disciplinas de Direito Judiciário, Civil, Penal, Penitenciário, Eleitoral e de Organização Judiciária da Universidade Federal do Piauí – UFPI, foi o primeiro juiz auditor da Justiça Militar do Piauí; jornalista; diretor da revista Piauí Judiciário; membro do Conselho Penitenciário; presidente da Associação dos Magistrados Piauienses e escritor ocupante da cadeira 34 da APL.
A eleição para a ocupação das três vagas está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano. Os eleitos deverão atingir maioria absoluta de votos entre os imortais.

A Academia Piauiense de Letras o edital de inscrições para candidatos e fará a eleição para preenchimento de três cadeiras no dia 1º/12. As vagas surgiram após o falecimento dos imortais Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Com o novo pleito, serão ocupadas as cadeiras 18, 24 e 32.

 

Os interessados terão 30 dias, segundo o edital, para efetuarem suas inscrições. O documento estipula que os candidatos devem ser piauienses ou residirem no Estado há mais de 10 anos. Além disso, devem ter ao menos um livro publicado. As inscrições devem ser feitas na sede da Academia, localizada na avenida Miguel Rosa, 3300, centro/sul.

Falecido no dia 17 de maio deste ano, Herculano Moraes ocupava a cadeira de número 18 e estava no exercício do cargo de secretário geral da Academia. Porém, sua vida foi construída sob uma constante e ativa vontade de participação em movimentos literários e produção contínua, desbravando e fundando academias de letras em várias cidades do Piauí.

Já o professor Raimundo Santana faleceu aos 92 anos em junho deste ano. Dedicou-se aos estudos sobre a história política, cultural, econômica, social e sindical do Piauí, e incentivou a realização e a publicação de livros. Fundou o Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960) e o Centro de Estudos Piauienses (1957). Trabalhou com o objetivo de fundar a Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Foi, inegavelmente, um batalhador incansável em prol do desenvolvimento de nossa cultura.

O desembargador Paulo Freitas falece no dia 23 de janeiro deste ano. Além de renomado professor das disciplinas de as disciplinas de Direito Judiciário, Civil, Penal, Penitenciário, Eleitoral e de Organização Judiciária da Universidade Federal do Piauí – UFPI, foi o primeiro juiz auditor da Justiça Militar do Piauí; jornalista; diretor da revista Piauí Judiciário; membro do Conselho Penitenciário; presidente da Associação dos Magistrados Piauienses e escritor ocupante da cadeira 34 da APL.

A eleição para a ocupação das três vagas está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano. Os eleitos deverão atingir maioria absoluta de votos entre os imortais.

Os 40 imortais que ocupam atualmente as cadeiras da Academia Piauiense de Letras se preparam para comemorar, este ano, o centenário da instituição. Essa trajetória secular está registrada em diversas publicações, principalmente a Revista da Academia, e na memória dos acadêmicos que já passaram por lá.
Entre os principais itens dessa comemoração estão as publicações de obras, que vem sendo organizadas em duas coleções: a Coleção Centenário, que vem fazendo um resgate dessa história da literatura piauiense, focada em obras do passado, que trazem uma enorme carga cultural; e a Coleção Século XXI, que tem como foco a oportunização de publicação de autores novos, títulos inéditos, revelar nomes e, assim, enriquecer a literatura piauiense.
A Coleção Centenário vem sendo editada em forma de força-tarefa literária, com a colaboração de vários acadêmicos em todas as etapas, desde a coleta do material [algumas obras reeditadas não tinham exemplares no Brasil], até a revisão final. O início dos trabalhos se deu sob a coordenação do então presidente da APL, Reginaldo Miranda, e teve sequência pelo atual presidente, Nelson Nery Costa.
“Acho que ela faz um caleidoscópio da cultura, da literatura, da história e da geografia do Piauí dos últimos duzentos anos. Estão presentes obras como do Leonardo Castelo Branco, do início do século XIX, já com dois livros, até autores atuais, como Oton Lustosa, com o romance Meia-Vida. Além disso, tem autores como Lucídio de Freitas, Clodoaldo Freitas, Higino Cunha, Martins Napoleão, João Pinheiro, Luzia Amélia Queiroz, Lincurgo de Paiva, Miguel Borges Leal Castelo Branco e muitas obras, com Da Costa e Silva, H. Dobal e Alvina Gameiro. Tem autores clássicos e autores ainda vivos, como Assis Brasil, Reginaldo Miranda e Paulo Nunes. Ou seja, tem quase tudo de importante publicado no Piauí e sobre o Piauí”, destaca Nelson Nery Costa.
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A Coleção Centenário Século XXI é uma coleção inédita, com autores diversificados e diferentes fontes de financiamento. “É uma Coleção que está em formação e ainda com um perfil a ser definido com o tempo. Alguns autores são consagrados, como Celso Barros Coelho, com “Perfis Jurídicos Paralelos”, e artistas, como Lázaro do Piauí. Aposto muito na coleção que já está se aproximando de vinte números”, afirma o presidente.
Além dessas publicações, ao longo deste ano, a Academia deve ser palco de lançamentos literários, discussões importantes acerca do Estado, de sua cultura, de sua gente.
Revista da Academia
Trata-se da publicação mais antiga da APL. Data de janeiro de 1918, logo após a fundação da instituição, em 30 de dezembro de 1917.  Na primeira edição, o secretário-geral João Pinheiro, relatou sobre os objetivos da revista. “Apesar de todas as dificuldades, sobretudo de caráter econômico, empreendemos esta publicação, destinada principalmente, a difundir o gosto das boas letras e dos estudos de história e de geografia do Piauí, de que tanto carecemos.[…] A fundação da Academia de Letras e a publicação desta Revista visam chamar a atenção dos entendidos para o estudo de quanto nos possa interessar, de seus homens, de suas cousas, tanto quanto estiver ao alcance das nossas forças!”, explicou.
A publicação da Revista ocorreu normalmente até 1929, com excessão do ano de 1920. Depois de seis anos sem circular, volta em 1936 com a edição n.º 15, seguindo regularmente até o ano de 1939, com uma edição anual. Entre 1942 e 1943 são lançadas as edições n.º 19 e 20, respectivamente. A 21.ª edição só sai em 1962. A partir de 1972, sob a presidência de José de Arimathéa Tito Filho, a revista teve publicação regular.
A Revista da Academia Piauiense de Letras vem se configurando como o principal veículo de informações sobre a cultura piauiense, contando, ao longo de todo esse tempo, com a colaboração dos principais homens e mulheres das letras não só no Piauí, mas em todo o país.
“Essa revista é publicada desde 1919 e chega ao número 73 com vários artigos e discursos. Inclusive, eu estou publicando um artigo com cerca de setenta páginas sobre os primórdios da Academia Piauiense de Letras e seu funcionamento na primeira metade do século XX. Fora isto, tem artigo do Celso Barros Coelho, de M. Paulo Nunes, do Elmar Carvalho, do Francisco Miguel de Moura e do Humberto Guimarães, dentre outros. Está muito boa e bonita a edição”, finaliza Nelson Nery Costa.