Semiárido receberá R$ 8 milhões para ações integradas em saúde e sustentabilidade
Um projeto de ações integradas para a saúde e sustentabilidade ambiental nos territórios do semiárido brasileiro deve beneficiar oito estados e diversas cidades piauienses. No total, serão investidos cerca de R$ 8 milhões da FUNASA- Fundação Nacional de Saúde. O plano de ação foi discutido e um seminário em Brasília com representantes da FUNASA, Fundação Oswaldo Cruz-, bem como pesquisadores de entidades internacionais e de vários estados.
O seminário “Desafios para os Territórios Saudáveis e Sustentáveis do Semiárido” aconteceu no auditório da Fiocruz, em Brasília-DF, com o objetivo de apresentar, debater e pactuar proposta de ações integradas para a saúde e sustentabilidade ambiental nos territórios do semiárido brasileiro, com ênfase no saneamento ambiental, saúde ambiental e no desenvolvimento da Rede de Territórios Sustentáveis e Saudáveis (RTSS).
Com o seminário está sendo elaborado um plano de trabalho com mapeamentos, articulações institucionais, diagnósticos participativos, atuação em territórios, constituição de redes sociais e apoio às práticas sociais e tecnológicas locais e incentivo à novas iniciativas na região do semiárido.
O Presidente da Funasa, Henrique Pires, destaca o compromisso da cooperação entre a entidade e a Fiocruz, que resultará em um investimento em torno de R$ 8 milhões aplicados em diversas ações, e ressaltou a importância da união entre as fundações para a melhoria da qualidade de vida da população, com o saneamento e a saúde ambiental. “Trata-se de uma área que requer um cuidado especial com o desenvolvimento de práticas que resultem na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, destaca.
A mesa contou com a participação dos expositores: Cícero de Paula da Funasa, Tânia Bacelar da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Valcler Rangel, vice-presidente da Fiocruz, que debateram sobre o tema “Territórios Saudáveis e Sustentáveis do Semiárido”, os palestrantes contextualizaram o semiárido brasileiro na perspectiva econômica, social, ambiental, cultural, entre outras. Além disso, recebeu membros de organismos internacionais, como Banco Mundial, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
Um projeto semelhante está sendo implantado em uma área conhecida como Mosaico da Bocaina, que corresponde a 15 unidades de conservação de âmbitos federal, estadual e municipal, localizadas no Vale do Paraíba do Sul, litoral norte de São Paulo e litoral sul do Rio de Janeiro. O território abriga importantes maciços florestais, totalizando cerca de 222 hectares, sob condições especiais de manejo e proteção. Além disso, 40 comunidades tradicionais de três segmentos (caiçaras, indígenas e quilombolas) estão presentes na região.
A área apresenta um índice de vulnerabilidade alto, principalmente em questões relacionadas a saúde ambiental. Por isso, desde 2013, a Fiocruz e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) desenvolvem o projeto “Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis do Mosaico da Bocaina (OTSS)”, apoiado pela Fiotec. A cooperação busca a implantação de ações estruturais de saneamento ecológico voltadas à promoção da saúde ambiental, a sustentabilidade socioambiental e o desenvolvimento do conceito de territórios saudáveis.
