Autor: AI COMUNICACAO ASSESSORIA

Finalizada a colheita de soja e milho no Piauí e os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam para um crescimento dos 758,9 mil hectares plantados na safra 2019/2020 para 835,5 mil hectares plantados em 2020/2021. Um aumento de mais de 10% no tamanho da área plantada que impactou no aumento da produção.
Foram colhidos no Piauí 2,8 milhões toneladas de soja para a safra 2020/2021. Na safra 2019/2020 esse número foi de 2,5 milhões. No milho foram 450 mil hectares plantados no cerrado piauiense. A produtividade média foi bem próxima daquela verificada em 2019/20, no entanto, a área semeada foi significativamente maior nessa temporada, favorecendo o resultado final.
Segundo o presidente da Associação de Produtores de Soja do Piauí, Alzir Neto, os números condizem com as expectativas do setor, dos produtores e deram ao Piauí um novo recorde de produção. “Para a próxima safra os produtores do Piauí já se preparam para a compra de insumos, sementes e defensivos”, explica. O trabalho agora, segundo ele, se concentra na observação do mercado para que a aquisição dos insumos se dê no momento certo, já que a maioria das negociações se dá em dólar.
Um exemplo, segundo o presidente da entidade, é o reajuste de preços de alguns adubos que já estão com quase 50% de correção no valor.  “Mas as expectativas são as melhores  possíveis e a safra 21 e 22 já é uma realidade”, acrescenta.

Estradas para escoamento

Uma das preocupações do setor, que é a melhoria da infraestrutura de estradas, se concentra na licitação e conclusão de alguns trechos de estradas na região, a exemplo da Transcerrados. Segundo o diretor do DER Piauí, Castro Neto, o processo de licitação está em andamento e deverá ser concluído até o final deste mês. Castro Neto garantiu que o início das obras do terceiro trecho deve se dar em agosto deste ano. O primeiro trecho já possui 92km concluídos e o segundo trecho da estrada, que é de responsabilidade da Parceria Público Privada, também deve ser iniciado no segundo semestre. “Então a previsão do governo é de que a partir do segundo semestre se inicie o terceiro trecho com o DER e o segundo trecho com a ação da PPP”, afirma Castro Neto.

Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizado em 2018, cerca de 15 milhões de bebês nascem antes do fim da gestação, a cada ano, e isso representa 10% do total de nascimentos no mundo. No Brasil, a prematuridade é considerada, pela OMS, uma das principais causas de morte de crianças nos cinco primeiros anos de vida. Dentro deste quadro, onde há prematuridade extrema, quando o parto acontece com menos de 28 semanas, trata-se de uma situação mais comum do que parece, por isso, os médicos reforçam a necessidade das gestantes seguirem rigorosamente o pré-natal.

Infecções estão entre as principais causas de partos prematuros e devem ter atenção redobrada durante o pré-natal.  De acordo com o ginecologista e obstetra do Sistema Hapvida, José Ferreira Gomes, elas representam a segunda maior causa. O médico lembra que os exames de rastreio do pré-natal são de extrema importância, para evitar o problema.

“Por vezes são repetitivos e exaustivos, porém extremamente importantes na prevenção”, acrescenta.  Segundo ele, há casos em que as gestantes já tiveram uma gravidez anterior com um parto prematuro e isso também é uma causa comum de novos partos prematuros. Outra causa muito comum são miomas ou alterações anatômicas do útero, como útero bicorno, por exemplo, no qual o feto acaba por não ter espaço para se desenvolver e à medida que vai crescendo ocorre um trabalho de parto prematuro.

A incompetência istmo cervical, que é quando o colo do útero da paciente é curto, também é uma causa comum para o problema do parto prematuro. “Infelizmente muitos pré-natais deixam passar batido o problema que pode ser detectado com um exame de medida do colo do útero. E quando descoberto a tempo tem solução; uma cerclagem, que é um procedimento cirúrgico simples pode resolver”, explica o especialista.

Em 20 anos foram 4.000 km de estrados sendo menos de 500 deles na região da soja

O crescimento do PIB do Piauí foi motivo de comemoração recente, o que não pode ser comemorado é que o setor que mais contribui com esse crescimento seja o que menos recebeu investimentos por parte da gestão pública nos últimos anos: o agronegócio. Nos 15 estados que deverão ter um avanço acima da média nacional , 2021, 8 deles das regiões Centro-Oeste e Norte, e somente o Piauí e a Bahia estão no Nordeste e são grandes produtores agrícolas.

“O Piauí ficou em segundo lugar no crescimento do PIB no ranking nacional porque está entre os cinco estados do país que tem o seu crescimento atrelado ao agronegócio. Infelizmente este dado não foi ressaltado”, afirma o presidente da Associação Piauiense dos Produtores de Soja do Piauí, Alzir Neto.

Ao longo dos últimos anos o estado quadruplicou sua malha viária, saindo de 1.500km em 2002 para 6.500km em 2021 e menos de 500 deles foram executados nas áreas de escoamento da produção de grãos do sul do Piauí. No entanto, o setor do agronegócio vem se destacando mesmo assim.

O Governo do Estado anunciou em março deste ano o programa Pro Rodovias e prometeu o investimento de R$720 milhões na malha rodoviária do estado. A expectativa dos produtores é de que finalmente trechos cruciais para a região produtora sejam finalmente concluídos.

Contribuição se confirma ao logo dos anos

Em 2020 o Piauí ficou com o terceiro maior crescimento do PIB do Nordeste e passou de R$ 50 bilhões, um crescimento real de 2,1% em relação ao ano de 2017. Dados são da Fundação Cepro e IBGE. “E agora em 2021 levamos o estado mais um degrau acima no topo e continuamos aguardando o cumprimento das obras que foram prometidas para a região se os investimentos se efetivarem o Piauí pode crescer ainda mais”, ressalta Alzir.
O maior PIB per capita no Piauí, em 2018, foi o do município de Baixa Grande do Ribeiro, com R$ 82.913,59, seguido de Uruçuí, com R$ 79.384,48. Dentre os 15 maiores PIBs ligados ao Agronegócio ainda aparecem os municípios de Currais, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena, Antônio Almeida, Bom Jesus, Sebastião Leal e Gilbués.
Um exemplo disto é a atração de mais empresas e a queda dos custos de produção que podem ser gerados com a melhoria da infraestrutura de estradas. “Que não servem somente para o escoamento da produção, mas também para a própria população”, acrescenta o presidente do Sindicato dos Produtores Rural de Bom Jesus, Moyses Barjud. Segundo dados da Aprosoja Piauí o produtor piauiense fica em enorme desvantagem e tem cerca de 30% de custo maior que os das demais regiões devido a falta de estrutura das estradas.

O trabalho de enfrentamento a Covid-19 em muitos municípios do Piauí foi garantido pelo direcionamento de emendas para a Saúde. Entre estas cidades esteve Batalha para onde foi destinada emenda de R$ 1 milhão. A emenda de autoria do deputado Henrique Pires (MDB) garantiu que a cidade pudesse ampliar o atendimento aos pacientes e realizar o trabalho de prevenção.

Mais ações devem chegar a Batalha, e sexta-feira (7) será entregue inaugurada do município uma unidade Básica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). “É muito importante pra mim este trabalho por Batalha, que é uma cidade de grande importância na região e necessita dessa representatividade na Assembleia”, afirma o deputado.

Segundo o relatório que a Secretaria de Saúde de Batalha encaminhou para a prestação de contas do uso do recurso foram adquiridos oxigênio, testes Covid-19,equipamentos de proteção individual, sanitização, manutenção da frota de veículos, pagamento de pessoal, medicamentos e outros insumos hospitalares para o atendimento da população.  “Esse recurso foi o que garantiu o atendimento Covid-19 no município neste outro momento de segunda onde ele foi muito importante”, afirma a secretária de Saúde Luana Machado.

No início de 2020, quando os primeiros casos de Covid-19 foram confirmados, houve um movimento para que os deputados remanejassem suas emendas para o atendimento à saúde. O deputado remanejou 80% delas tirando de outras áreas, como a realização de eventos, e direcionando para a Saúde.

Através de uma resolução, a Mesa Diretora da Assembleia aprovou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Advocacia. Um dos objetivos da Frente é a defesa das prerrogativas dos advogados. A indicação da criação da Frente é do deputado Henrique Pires (MDB). O Piauí tem atualmente 14.982 advogadas e advogados inscritos na sua seccional. “Acompanhar a execução da política de defesa das prerrogativas dos advogados do Piauí e também promover o debate é um dos focos de nossa atuação na frente que já tem apoio de vários deputados e isso também é defender o cidadão”, acrescenta. Para que uma frente parlamentar possa ser criada, a sua indicação necessita do apoio de 1/3 da Casa, assinatura de 10 deputados.

O próximo passo será a instalação da Frente com a convocação de reunião ordinária para que os deputados membros possam ser escolhidos e a nova frente legislativa apresente a pauta de trabalho também ouvindo as reivindicações da categoria através de sua entidade representativa, a OAB Piauí (Ordem dos Advogados do Brasil Secção Piauí).  Segundo o deputado a importância da Frente se faz por várias razões entre elas a de que a categoria representa também os vários interesses da sociedade e necessita ter seus direitos preservados e ampliados.

As prerrogativas da advocacia são as garantias fundamentais asseguradas aos advogados para que possam exercer plenamente a profissão, com dignidade e independência. Para a Ordem dos Advogados do Brasil, mais do que destinados à classe, tais prerrogativas garantem a toda a sociedade o perfeito exercício da garantia constitucional do direito à postulação, ao contraditório e à ampla defesa. “A valorização da Advocacia é indispensável para o fortalecimento da defesa dos direitos dos cidadãos”, afirma o presidente o da OAB Piauí, Celso Barros Coelho Neto..