Autor: Leilane Nunes

A Academia Piauiense de Letras o edital de inscrições para candidatos e fará a eleição para preenchimento de três cadeiras no dia 1º/12. As vagas surgiram após o falecimento dos imortais Paulo de Tarso Mello e Freitas, Herculano Moraes da Silva Filho e Raimundo Nonato Monteiro de Santana. Com o novo pleito, serão ocupadas as cadeiras 18, 24 e 32.

 

Os interessados terão 30 dias, segundo o edital, para efetuarem suas inscrições. O documento estipula que os candidatos devem ser piauienses ou residirem no Estado há mais de 10 anos. Além disso, devem ter ao menos um livro publicado. As inscrições devem ser feitas na sede da Academia, localizada na avenida Miguel Rosa, 3300, centro/sul.

Falecido no dia 17 de maio deste ano, Herculano Moraes ocupava a cadeira de número 18 e estava no exercício do cargo de secretário geral da Academia. Porém, sua vida foi construída sob uma constante e ativa vontade de participação em movimentos literários e produção contínua, desbravando e fundando academias de letras em várias cidades do Piauí.

Já o professor Raimundo Santana faleceu aos 92 anos em junho deste ano. Dedicou-se aos estudos sobre a história política, cultural, econômica, social e sindical do Piauí, e incentivou a realização e a publicação de livros. Fundou o Movimento de Renovação Cultural do Piauí (1960) e o Centro de Estudos Piauienses (1957). Trabalhou com o objetivo de fundar a Fundação de Apoio Cultural do Piauí. Foi, inegavelmente, um batalhador incansável em prol do desenvolvimento de nossa cultura.

O desembargador Paulo Freitas falece no dia 23 de janeiro deste ano. Além de renomado professor das disciplinas de as disciplinas de Direito Judiciário, Civil, Penal, Penitenciário, Eleitoral e de Organização Judiciária da Universidade Federal do Piauí – UFPI, foi o primeiro juiz auditor da Justiça Militar do Piauí; jornalista; diretor da revista Piauí Judiciário; membro do Conselho Penitenciário; presidente da Associação dos Magistrados Piauienses e escritor ocupante da cadeira 34 da APL.

A eleição para a ocupação das três vagas está marcada para o dia 1º de dezembro deste ano. Os eleitos deverão atingir maioria absoluta de votos entre os imortais.

O luto por suicídio tem características próprias, que exigem uma série de cuidados para o acolhimento das pessoas afetadas e a minimização da dor. Junto ao luto vem a questão do estigma, da culpa, o que pode atrapalhar o processamento da perda. Diante da necessidade dessa atenção especial, a psicóloga Cynthia Selma, membro da Comissão de Tanatologia do Conselho Regional de Psicologia da 21ª região, afirma a importância da posvenção do suicídio e o quanto ela pode ser essencial na preservação da vida.

“A posvenção combina prevenção e intervenção, quando olhamos para a posvenção já estamos fazendo ao mesmo tempo uma prevenção dos sobreviventes, prevenindo que eles não cometam o mesmo ato ou que o luto se complique, cuidando do estado emocional deles. Então, visa a facilitação do processo do luto e a redução do impacto negativo do suicídio nos enlutados nomeadamente de sobreviventes na prevenção de tentativas autodestrutivas”, indica.

Em meio a campanha do setembro amarelo, ir além da discussão da prevenção, englobando também a posvenção, ampliar o leque de pessoas acolhidas, permitindo que muitos possam ser acolhidos e orientados, de modo a melhorar a qualidade de vida. “Esse estigma, sentimento de culpa, de vergonha, pode atrapalhar o processamento do luto, a pessoa se isola, às vezes não quer sair, não quer conversar com ninguém, pois ela não se sente acolhida. Fica nesse o ‘e se’ ‘e se’ e deixar de viver o tempo presente, por isso temos que cuidar das pessoas enlutadas”, alerta a conselheira Cynthia Selma.

A Associação Brasileira de Estudos em Prevenção ao Suicídio indica que a posvenção visa trazer alívio dos efeitos do sofrimento com a perda, prevenir o aparecimento de reações que podem contribuir para complicações do luto, minimizar o risco de comportamento suicida nos enlutados, ou seja, promover o cuidado nos sobreviventes. “A busca pelo recomeço, a necessidade de fazer diferente, porque fica aquela marca, aquele padrão, a pessoa no luto vai ressignificar a vida, a conscientização do lugar e dos papéis da família, ela deve entender que por mais que você seja o pai, mãe, não tem como salvar a vida do outro, vai continuar sendo pai/mãe, mas vai ter que ter reajustes; e a busca por uma reconciliação, com a vida, com Deus, com a própria pessoa que morreu, com você mesmo; refletir sobre o luto significa também falar das consequências da morte do outro; enfrentar perguntas sem respostas”, relata a psicóloga.

Para vivenciar essa fase, um grupo de apoio pode ser importante, consolidando-se como um espaço onde as pessoas vão se reunir e se ajudar mutuamente. “Porque geralmente a pessoa sofre sozinha dentro de casa, então na hora que tem um grupo que tem somente pessoas que passam por aquilo, ela se sente acolhida. O grupo de apoio tem por objetivo trocar experiências e apoio emocional, permitindo a conversa aberta e anônimo de pessoas que vivenciaram situações semelhantes, esse modelo permite um ganho na qualidade de vida dos participantes e busca do equilíbrio emocional e mental, mas não elimina a necessidade do acompanhamento profissional”, finalizou a conselheira do CRP 21ª região.

A Academia Piauiense de Letras receberá, neste sábado (18), a peça “Cora e Adélia, receita de poesia em um dedo de prosa”, um sarau literário encenado pelas atrizes Nica Bonfim e Sônia de Paula. A peça promove o encontro de Cora Coralina e Adélia Prado, escritoras brasileiras que tiveram vidas simples mas que desenvolveram obras riquíssimas.

Ambas retrataram em suas obras o cotidiano simples brasileiro. Neste encontro entre elas, duas mulheres à frente do seu tempo e que superaram dificuldades e preconceitos para colocarem suas obras ao deleite do público, a peça procura fazer um tributo.

O espetáculo acontecerá na sede da Academia Piauiense de Letras em duas sessões: às 10h e às 17h. Segundo o presidente da entidade, Nelson Nery Costa, mais que produzir literatura, a APL vem trabalhando também para fomentar e incentivar todas as formas de manifestações artísticas.

“Estamos abrindo nossa Casa de Lucídio Freitas para esse espetáculo, que nos empolga pela força com que essas duas escritoras se mostraram para o mundo e pela sua relevância na literatura brasileira. O sarau é uma forma de nos aprofundarmos na vida e na obra de Cora Coralina e Adélia Prado, uma forma de entendermos a visão de mundo de cada uma dessas mulheres incríveis”, afirma.

A direção do espetáculo é de Rafaela Amado e haverá participação da musicista Cecília Beraba. O evento tem entrada gratuita, sendo que as senhas serão distribuídas uma hora antes do espetáculo e a lotação é para 100 lugares. Em todas as apresentações também haverá um profissional fazendo a tradução na Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Nos últimos três meses, os hospitais de Teresina têm registrado um aumento na incidência dos casos de conjuntivite. Em meio ao período chuvoso e a facilidade na propagação, uma série de medidas preventivas podem ser adotadas para evitar o contágio. Nisso, a higiene é fundamental. O oftalmologista Thiago Castro, do Hapvida Teresina, indica que os sintomas incômodos da doença aparecem e desaparecem de 5 a 15 dias. “No caso da conjuntivite viral, o tempo de incubação do vírus em nosso organismo leva de 1 a 4 dias, período em que a pessoa já está passível de transmissão, porém sem sintoma algum. É aconselhável que nesses 4 primeiros dias, a pessoa permaneça isolada em casa para não transmitir o vírus a outras pessoas. Após esse período de incubação, os primeiros sintomas começam a aparecer e permanecem por 5 a 15 dias”, indica o especialista.

De acordo com Thiago Castro, a conjuntivite viral é a do tipo mais comum e ocorre mais no inverno ou no verão, quando o clima favorece as condições de propagação do vírus, seja porque as pessoas estão em ambientes úmidos e fechados, seja porque estão em piscinas, praia ou no clube. “É altamente contagiosa, normalmente tem um pico de incidência no verão, onde as pessoas nadam na piscina, no mar e dessa maneira acabam contaminando umas às outras, e no inverno onde tem um aumento da incidência de vírus que pode afetar as conjuntivas”, revela o oftalmologista do Hapvida Teresina.

Quanto ao tratamento, para a conjuntivite viral não há um específico, no entanto, o médico dá algumas dicas que podem auxiliar na minimização do incômodo provocado pela doença. “Recomenda-se o uso de compressas frias ou geladas sobre as pálpebras fechadas para ajudar a desinflamar a superfície do olho e melhora os sintomas do paciente”, destaca o especialista do Hapvida.

Entrevista: 

 Conjuntivite é uma doença de estação? Quais as maneiras de evitá-la?

A conjuntivite viral é a forma mais comum e, geralmente, esse tipo é causado por um vírus conhecido como adenovírus. É autolimitada e benigna, quer dizer, melhora sozinha mesmo, não deixa sequelas e não traz ameaça séria a visão. É altamente contagiosa, normalmente tem um pico de incidência no verão, onde as pessoas nadam na piscina, no mar e, dessa maneira, acabam contaminando umas às outras, e no inverno onde tem um aumento da incidência de vírus que pode afetar as conjuntivas.

Apesar de não ser grave, provoca muito incômodo e alguns cuidados devem ser tomados para que não se transforme em epidemia. A transmissão da conjuntivite viral é bastante fácil de acontecer. As pessoas podem se infectar por meio de secreções oculares. Se o paciente encostar nos olhos e logo após tocar em algum objeto e outra pessoa também utilizar o mesmo objeto, ela pode ser infectada. Pode ser pelo contato das mãos que não foram lavadas, por abraços e beijos, pelo compartilhamento de toalhas, acessórios como óculos e produtos de maquiagem, por espirros e tosses, e até mesmo em grandes multidões.  Mas é importante deixar claro que a doença não é transmitida pelo ar. Não tocar nas mesmas coisas que alguém com a doença já é o bastante para não ser contaminado.

Algumas medidas podem ser tomadas para se evitar a propagação da conjuntivite viral:

Lave suas mãos com frequência.

Não coloque as mãos nos olhos para evitar a recontaminação.

Evite coçar os olhos para diminuir a irritação da área.

Não use lentes de contato enquanto estiver com conjuntivite;

Não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite;

Evitar piscinas.

Existe remédio certo para curar conjuntivite ou as medidas adotadas são apenas paliativas?

O tratamento da conjuntivite vai depender do tipo, se vírus, bactéria ou alérgica.  No caso da conjuntivite viral, não existe tratamento específico. Recomenda o uso de compressas frias ou geladas sobre as pálpebras fechadas para ajudar a desinflamar a superfície do olho e melhora os sintomas do paciente.

Quais os principais sintomas? Como é o tratamento?

O principal sintoma da conjuntivite viral é o aumento da secreção dos olhos, que pode ser de cor branca ou amarela. Por se tornar muito mais espessa do que o normal, acaba ocasionando, muitas vezes, a dificuldade em abrir os olhos ao acordar.

Além desse sintoma, outros podem se manifestar, tais como: vermelhidão dos olhos, coceira e dor nos olhos, sensação de areia nos olhos, fotofobia (hipersensibilidade à luz), secreção nasal, inchaço nas pálpebras, visão embaçada.

O tratamento da conjuntivite viral é feito com o uso de colírios e de lágrimas artificiais, de 4 a 6 vezes ao dia, durante o período sintomático.

A conjuntivite viral gera muito desconforto e, para aliviar os sintomas, o indivíduo deve lavar os olhos ou fazer compressas geladas.

Lembrando que o tratamento específico vai depender de cada conjuntivite, podendo usar colírios antibióticos, antialérgicos ou lubrificantes.

O clima de chuva aumenta as chances de contrair conjuntivite?

A conjuntivite viral é a do tipo mais comum e ocorre mais no inverno ou no verão, quando o clima favorece as condições de propagação do vírus, seja porque as pessoas estão em ambientes úmidos e fechados, seja porque estão em piscinas, praia ou no clube.

O principal causador da conjuntivite é o adenovirus e sua transmissão pode ocorrer através do contato direto com a região dos olhos, ou através da gripe, já que o agente causador é o vírus.

Quanto tempo em média demora para que os sintomas comecem a desaparecer?

Depende do tipo da conjuntivite e tratamento adequado. No caso da conjuntivite viral, o tempo de incubação do vírus em nosso organismo leva de 1 a 4 dias, período em que a pessoa já está passível de transmissão, porém sem sintoma algum. É aconselhável que nesses 4 primeiros dias, a pessoa permaneça isolada em casa para não transmitir o vírus a outras pessoas.

Após esse período de incubação, os primeiros sintomas começam a aparecer e permanecem por 5 a 15 dias.