Autor: Laryssa Saldanha

Aconteceu na noite deste sábado (09) a posse do novo imortal da Academia Piauiense de Letras, o Prof. Dr. Plínio da Silva Macêdo. O professor da Universidade Federal do Piauí ocupa agora a Cadeira de n° 03 que teve como Patrono Joaquim Sampaio Castelo Branco e último ocupante Jesualdo Cavalcanti Barros.

 

Emocionado, o novo imortal agradeceu. “Sinto-me honrado em ocupar hoje a cadeira de número 03 nesta distinta Academia Piauiense de Letras. Aqui quero contribuir ainda mais com a construção da literatura piauiense”, disse o Prof. Dr. Plínio da Silva Macêdo.

 

O presidente da APL, acadêmico Nelson Nery Costa destacou a recepção do novo acadêmico. “Plínio tem um excelente currículo e está chegando à Academia por suas qualidades técnicas e, acima de tudo, pelo seu olhar pela história da medicina e dos cursos de saúde. Ele não se restringe apenas a obras técnicas da odontologia, mas também trabalha com a historicidade e como a saúde funciona no Piauí”, destacou Nelson Nery Costa.

 

O Prof. Dr. Plínio da Silva Macêdo é Professor Titular do Departamento de Patologia e Clínica Odontológica do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Como Escritor e Pesquisador, foi colaborador do livro Distâncias Biológicas Periodontais: Princípios para a Reconstrução Periodontal, Estética e Protética. Ed. Artes Médicas,2011. Publicou o livro Médico, Medicina e Humanismo no Sertão. Ed. Novo Século, 2011; é Coautor do livro Curso de Medicina da UFPI 50 Anos. Edufpi,2018. Coautor do livro Apontamentos para a História da Medicina no Piauí. Publicou recentemente 10 artigos em periódicos especializados e tem mais de 100 trabalhos em anais de eventos no Brasil e no exterior, incluindo Lingual Osteoma, Oral Maxillofacial Surgery Cases,2018; Um Paralelo entre o Médico nas Novelas de Luigi Pirandello e o Médico na Sociedade Brasileira Contemporânea, Rev. Iberoamericana de Bioética, 2019; e Medicina, Bioética e Literatura: Um Vínculo Atemporal, 3º lugar Concurso Artigos Científicos IX Cong. Bras. Direito Médico-CFM,2019.

 

Conheça mais sobre o currículo do Prof. Dr. Plínio da Silva Macêdo

Graduou-se em Odontologia pela Universidade Federal do Piauí-UFPI (1981). Especialista em Periodontia-CFO e em Prótese-FOB-USP (1985). Mestre em Reabilitação Oral-Periodontia pela USP-FOBauru (1986) e Doutor em Odontologia-Periodontia pela Universidade de São Paulo-Faculdade de Odontologia de Bauru (1990). Atualmente é Professor Titular da UFPI desde 2014, sendo 1º Professor Concursado (1991) com o Título de Doutor da UFPI (1992). Prof. Associado (2006-2014). Representante eleito do Conselho Departamental do CCS no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão-CEPEx e Membro do Conselho Universitário-CONSUN-UFPI (2017-2019).

 

Membro Acadêmico Titular da Cadeira nº 2 (1º piauiense) da Academia Brasileira de Odontologia-AcBO, sede Rio de Janeiro (2017-). Membro Acadêmico Titular Fundador Cadeira nº 13 (2000-), Diretor Científico (2010-18 e18-) e Vice-Presidente Eleito da Academia Piauiense de Odontologia-APO (2014-2017). International Member of American Academy of Periodontology-AAP. Active Member of International Academy of Periodontology-IAP. Membro da União Brasileira de Escritores-UBE (SP). Presidente Fundador e Reeleito da Associação Brasileira de Odontologia-ABO-PI (1987-1991). Membro Fundador do Comitê de Ética em Pesquisa-UFPI (1997-2002). Professor, Orientador Fundador e do Colegiado do 1º Mestrado do Centro de Ciências da Saúde-CCS, em Saúde Coletiva, e Ciências e Saúde da UFPI, tendo formado mais de 30 Mestres (1999-2006). Membro Corpo Editorial Brazilian Journal of Periodontology(2005-). Revisor da RGO-Revista Gaúcha de Odontologia. Consultor do Brazilian Oral Research (2009-2019;Suppl.). Consultor Científico da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Piauí-FAPEPI.

As empresas Haptech, healthtech da operadora de saúde Hapvida, e Infoway, especialista no desenvolvimento de sistemas de gestão de planos de saúde, apresentam a marca Maida.Health, holding de tecnologia do Hapvida. O lançamento aconteceu no 22º Congresso Internacional UNIDAS, realizado no Hotel Bourbon Atibaia (SP).

 

“A Maida.Health une a experiência em gestão de custos, processos assistenciais e acolhimento do Hapvida com o que há de mais inovador com base em Ciência da Computação da Infoway, em termos de gestão efetiva de planos de saúde”, afirma Ney Paranaguá, sócio da Maida.Health. A nova empresa traz um conjunto de inovações que vão beneficiar tanto as operadoras de planos de saúde, como os pacientes que precisam de cuidados médicos.

 

Dentre as novidades apresentadas pela nova empresa está o Octopus, que é uma plataforma de regulação médica realizada por Inteligência Artificial e Crowdsourcing. O sistema é capaz de emitir um alto percentual de respostas automáticas para solicitações médicas, o que garante para médicos e pacientes agilidade e precisão na aprovação de procedimentos.

 

A plataforma Octopus é parte do iHealth, solução completa para gestão, criação e reengenharia de autogestões públicas e privadas. Diferente do modelo tradicional, o iHealth é focado na regulação e numa relação mais justa entre beneficiário e o prestador.

 

O nome Maida.Health é uma homenagem ao matemático e cientista britânico, Alan Turing, que nasceu no Maida Vale, distrito residencial de Londres, na Inglaterra. Turing foi uma das pessoas mais influentes no desenvolvimento da ciência da computação, além de também ser pioneiro no campo da inteligência artificial.

Com a maior expectativa de vida na história do Brasil, o número de idosos ultrapassará o total de crianças entre zero e 14 anos, em 2030. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o país será a quinta população mais idosa do mundo em 11 anos. Esse crescimento sinaliza a necessidade de profissionais especialistas com a saúde na terceira idade, o que impacta diretamente na carência de Cirurgiões-Dentistas especialistas em Odontogeriatria.

Em âmbito nacional, dos 328 mil Cirurgiões-Dentistas com inscrição ativa nos Conselhos de Odontologia, apenas 275 são especialistas em Odontogeriatria. Ou seja, das 23 especialidades Odontológicas reconhecidas, os dados apontam crescente necessidade da população para esses profissionais. Entre 2012 e 2018, a população com 65 anos ou mais de idade cresceu 26%, o correspondente a 21,872 milhões de pessoas idosas no Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Por isso, a assistência odontológica é fundamental para garantir qualidade de vida na terceira idade. O artigo científico “Cuidado é Fundamental”, publicado na Revista Online de Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, demonstra que a saúde bucal é parte integrante do idoso e, juntamente com a Odontogeriatria, proporciona manutenção necessária para boa qualidade de vida. É a base da pirâmide para a saúde do idoso por meio da qual acontece a mastigação e se inicia o processo digestivo, influenciando diretamente na condição nutricional, na autoestima e, consequentemente, na qualidade de vida da pessoa idosa.

Segundo a Doutora em Ciências da Saúde e Especialista em Periodontia e Odontogeriatria, Denise Tibério “os cuidados com a higiene desde a infância são de extrema importância, porém é recomendado à pessoa idosa que estimule a formação de saliva com a ingestão diária de líquidos, aumente a frequência da mastigação, realize visitas periódicas ao Cirurgião-Dentista especialista, a fim de verificar a existência de lesões indolores e controlar a higiene”, pontuou.

Nesse contexto, conforme o Ministério da Saúde, os idosos devem estar atentos às doenças bucais que mais os acometem nessa faixa etária, são elas: cáries, lesões da mucosa bucal, muitas vezes por próteses antigas mal adaptadas; problemas periodontais, xerostomia (também conhecida como boca seca), gengivite e câncer de boca. O alerta à prevenção pode ser uma das saídas para esses problemas. Para Denise Tibério, os idosos necessitarão de atendimento Odontológico domiciliar e de profissionais além de habilidosos, muito bem desenvolvidos na academia, capacitados para atender essa parcela da população específica e tão heterogênea.

Para a especialista, com o aumento no número de idosos no País, o Odontogeriatra deverá ser preparado para atender a terceira idade com o que diz respeito às limitações que a terceira idade apresenta seja na visão, audição, tato, ou seja, as alterações sensoriais, de forma integrada. “Muito além do sorriso, temos a missão de contribuir com o bem-estar e qualidade de vida dos pacientes na terceira idade. Além da saúde bucal, o aumento da expectativa de vida do idoso está vinculado ao lazer, hábitos alimentares, consumo controlado de bebidas e tabaco; atividade física para melhoria da saúde como um todo”, destacou a Especialista.

Direito do Idoso

Nesse sentido, o atendimento e acompanhamento da saúde bucal do idoso como direito é uma pauta que tramita no Congresso Nacional. Em setembro, a Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, aprovou o parecer favorável da relatora, a deputada federal Tereza Nelma (PSDB-AL), ao Projeto de Lei 1800/2019. O Projeto, de autoria do Deputado Gilberto Nascimento (PSC/SP), segue para análise na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara.

O Projeto caminha em consonância à defesa do Conselho Federal de Odontologia (CFO), a respeito da inclusão da saúde bucal em todas as políticas para intervenção governamental. Em suma, o PL 1800 acrescenta a previsão no Estatuto do Idoso (Lei 10.471/03) e, inclusive, altera a Lei 8.842/94 que prevê a promoção da capacitação de profissionais para cuidado e acompanhamento da saúde bucal da terceira idade.

Especialização

A Odontogeriatria é uma especialidade existente desde os anos 2000, de forma que o profissional habilitado nesta área é o mais preparado para o tratamento Odontológico em pacientes com mais de 60 anos, pois têm conhecimento do envelhecimento biológico, psíquico e emocional. Para a especialista, o Odontogeriatra possui domínio amplo das doenças prevalentes na terceira idade com suas repercussões na cavidade bucal – podendo elaborar um programa preventivo – e de conhecimento dos medicamentos de usos continuo suas repercussões na cavidade bucal; somado ao domínio da interferência dos medicamentos com a farmacologia odontológica e anestésicos de usos odontológicos.

Perfil

Denise Tibério possui graduação em Odontologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, especialização em Geriatria e Gerontologia e em Odontogeriatria; mestrado em Reabilitação pela Universidade Federal de São Paulo (USP), doutorado em Ciências, no Programa de Pós-graduação em saúde coletiva pela USP e, inclusive, é autora do livro sobre Alzheimer na Clínica Odontológica.

 

O tratamento do câncer de mama, mesmo diante da boa notícia de ser eficaz em muitos casos, principalmente quando diagnosticado no início, causa receio em muitas mulheres. O combate à doença, em boa parcela das situações, impacta diretamente nas condições físicas, emocionais e sociais da paciente, pois são obrigadas a conviver tanto com a possibilidade da mutilação quanto com a da morte. É nesse contexto, para auxiliar e oferecer um suporte à paciente e sua família, que a/o psicóloga/o tem um papel fundamental no acompanhamento do tratamento.

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama é a segunda em ocorrências relacionadas a esse mal no Brasil e no mundo, ficando atrás apenas do câncer de pele. No período em que as atenções do país estão voltadas para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, a psicóloga Irancarla Meneses destaca a atuação da/o psicóloga/o no tratamento da doença.

 

“O profissional de psicologia ajuda o paciente a entender suas próprias emoções e o ajuda a processar o que é novo e a enfrentar a doença e as mudanças associadas a ela. A abertura para o paciente falar e o trabalho em cima dos sentimentos são componentes importantes dentro desse manejo. Com isso, ocorre redução da ansiedade e do sofrimento e melhora da qualidade de vida do paciente. A partir disso, questões referentes ao adoecimento, como compreensão do diagnóstico; adesão ao tratamento; estratégias de enfrentamento; entre outras são trabalhadas”, ressalta a profissional do Hapvida.

 

Não é só no pós-tratamento que o apoio psicológico é importante. Ele deve ser feito desde o diagnóstico, e pacientes com a doença mais avançada também devem buscar o apoio de um profissional. “Tudo muda no segundo em que o médico confirma a doença: pensamentos e sentimentos invadem a mente e a alma. O suporte psicológico ajuda o paciente a elaborar as ideias e dá ferramentas para que ele crie novas estratégias, adaptando-o para o futuro. Cada paciente tem sua história de vida. O psicólogo individualiza a abordagem e trabalha em cima das peculiaridades de cada um”, explica Irancarla Meneses.

 

Em casos de extração da mama, a ajuda a superar o processo traumático e promover o reencontro dessa mulher com a sua sexualidade e autoestima também são fundamentais: “Compreendemos que a mama na nossa cultura possui um valor simbólico associado à feminilidade, sexualidade e maternidade. Pensando nisso ampliamos nosso olhar para os impactos do adoecimento desta região para cada mulher”, disse Irancarla Meneses, do Hapvida. Segundo a psicóloga, além do atendimento individual existem projetos voltados para mulheres mastectomizadas, que funcionam com o objetivo de oferecer o auxílio necessário.

 

Suporte à família

Para Irancarla, o suporte à família é tão importante quanto o acompanhamento da paciente. De acordo com a psicóloga, a adequação à nova realidade desencadeia o sofrimento nos outros membros da família. “Compreendendo que somos seres inseridos socialmente e também nos constituímos a partir das relações, a família está diretamente ligada a esse adoecimento, por isso, em muitos casos, toda a família deve ser acompanhada por um profissional de psicologia”, destaca.

 

O cuidado vem de dentro. Ele surge quando você olha para si e pensa: “preciso me amar mais, me dar mais carinho e zelar por mim”. Muitas histórias de superação do câncer de mama são assim. Elas são contadas para inspirar e dar forças para quem precisa. Maria Socorro Martins é a personagem deste relato que pode motivar tantas pessoas a não desistirem quando o mundo parecer cair.

 

O sorriso no rosto e a positividade são marcas registradas de Socorro. Quem a vê hoje em dia não imagina que ela se sentiu sem rumo, em 2016, quando descobriu um câncer na mama. A ida ao médico era apenas para um exame de rotina, mas um nódulo grande foi detectado. Apesar do tamanho, as chances de cura eram de 90% devido à descoberta precoce do tumor maligno.

 

Nesse momento, como qualquer pessoa que se depara com a palavra câncer, Socorro se sentiu desnorteada e sem saber o que fazer. O apoio de amigos, familiares e, principalmente, das filhas foi fundamental. Sahamia, 30, e Larissa, 29, foram os maiores motivos para que a funcionária da Secretaria de Justiça de Teresina não deixasse a peteca cair.

 

A filha mais velha teve um papel muito importante nessa história. Estudante de medicina, Sahamia deu todo o aporte para que a mãe tivesse os tratamentos adequados e conseguisse superar a doença de um jeito menos doloroso.

 

“Eu fiquei completamente sem rumo… Era como se o chão tivesse aberto debaixo dos meus pés é o mundo desmoronasse. Tive momentos em que eu me olhava no espelho e não me reconhecia depois de tudo que tinha acontecido. Foi muito ruim”, relata.

 

Após 10 dias de confirmação do resultado positivo para o câncer, Socorro começou a quimioterapia e sentiu na pele todos os efeitos indesejados da química no organismo. Antes da cirurgia, ela já tinha visto seus cabelos caírem, sentido o corpo mais fragilizado e a vontade de se isolar tomar conta. Depois do procedimento cirúrgico e de ter retirado o quadrante do seio onde estava localizado o nódulo, foi a vez de dar início à radioterapia por alguns meses.

 

Hoje, aos 51 anos, Socorro é uma paciente por tempo indeterminado. Ainda não recebeu alta da doença e os exames são feitos constantemente para evitar a reincidência do câncer. Mas o abalo abriu os olhos dela para viver a vida de outra maneira. Para quem tinha uma rotina de estresse, má alimentação, falta de exercícios físicos – apenas uma caminhada leve de vez em quando -, Socorro já se mostra exemplo em mais um aspecto: disposição.

 

A Bodytech Teresina se tornou a segunda casa da funcionária pública. É lá que ela chega dando exemplo de positividade e alegria. Em 2017, ainda tímida com o lenço na cabeça, Socorro entrou na academia por recomendação médica, pois era preciso se manter na ativa, buscar mais qualidade de vida e sair de casa para socializar. E foi assim que ela encontrou dois grandes prazeres e que não larga mais: as aulas de dança e a musculação.

 

Socorro entrará no quarto ano pós-câncer em fevereiro de 2020. Esses anos que passaram foram essenciais para que ela pudesse enxergar a vida de uma outra perspectiva.

 

“Ou você vive e busca seu bem-estar para ter equilíbrio emocional e mental ou você desmorona totalmente. Eu vivi isso tudo, mas hoje vejo como é possível encontrar forças onde a gente menos espera e encontrei: nas minhas filhas, na fé que não me abandonou nunca e em mim também”, conta emocionada, reforçando sua vontade de incentivar muitas mulheres que pensam em desistir.