Autor: Laryssa Saldanha

Os cuidados com o corpo durante a gravidez são fundamentais para o período. E a atividade física, desde que indicada pelo obstetra e realizada com o acompanhamento de um profissional da Educação Física, é importante para a saúde da mulher.

 

Mas antes de tudo, a liberação médica é essencial. “Antes de iniciar a atividade física, o médico deve avaliar os riscos de cada gestação e liberar ou não a atividade física. Mas devemos sempre lembrar que os exercícios nesse período ajudam na diminuição de lombalgia, melhora da autoestima, previne problemas circulatórios, controla o peso, ajuda a reduzir o risco de surgir diabetes gestacional e no controle da pressão arterial. Sem esquecer que é essencial para quem deseja perto vaginal, pois prepara a musculatura da pelve de maneiro a proporcionar uma facilidade maior durante o parto”, explica o ginecologista e obstetra do Hapvida, José Gomes Ferreira Neto.

 

Após a liberação médica, o próximo passo é buscar um profissional de educação física para orientar.  “Esse acompanhamento é importante porque o professor irá monitorar mudanças e alterações durante os períodos da gestação, fará alterações, adequações e adaptações ao treinamento proposto de acordo com a evolução do período gestacional; além de propiciar uma maior segurança e qualidade na realização dos exercícios físicos escolhidos”, explica à educadora física Barbara Alves, da academia Bodytech.

 

Cada caso é analisado individualmente, mas a recomendação geral é a prática de atividade de duas a quatro vezes por semana, ressaltando que cada mês de gestação deverá ter seu programa adaptado para aquele período. O mais indicado é que a atividade física seja feita a partir do terceiro mês gestacional.

 

“Casa mulher precisa de estímulos e intensidades diferentes. Além das individualidades biológicas, exercícios físicos ajudam no controle do peso, ajudam contra a depressão, estresse ou ansiedade e ainda colabora para reduzir a ocorrência de complicações no parto”, acrescenta Barbara Alves.

 

Mas alguns cuidados também devem ser tomados. “Os exercícios devem ser praticados sem exageros, priorizando os exercícios cardiovasculares. Também deve ser evitados exercícios que causam traumas na região do abdômen e manter uma alimentação e hidratação saudáveis. Há, e manter sempre contato com o obstetra”, conclui José Gomes Ferreira Neto.

 

Pós-parto

De acordo com o professor, a atividade física pós-parto também é fundamental. Ele explicou que após a alta obstétrica é possível retornar as atividades físicas mais leves, sempre com o acompanhamento do educador físico. “Aproximadamente entre 60 e 90 dias a mulher costuma estar fisicamente apta para voltar ao treino. No parto normal a recuperação é mais rápida, podendo retornar aos exercícios físicos leves em 15 dias, já com a cesárea a recuperação é mais lenta, podendo retornar aos exercícios físicos leves em 30 dias”, conta a educadora física da Bodytech, Barbara Alves.

 

 

O secretário da juventude de Teresina, vereador Zé Filho, tem focado no estreitamento da parceria com o prefeito Firmino Filho (PSDB) através das ações da Semjuv (Secretaria de Juventude).  Segundo o vereador, o destaque que a Semjuv vem recebendo em suas ações também se deve as parcerias firmadas com outros vereadores da capital, até mesmo com vereadores que não são da base do prefeito.

“Nós nos unimos e percebemos que poderíamos ampliar os programas da Prefeitura e fazer com que eles cheguem a mais pessoas, um exemplo foi a expansão dos polos do Programa Unitodos, que contou inclusive com emenda do vereador Deolindo Moura, por exemplo”, cita o Zé Filho. Deolindo Moura é do PT. O Unitodos, este ano, chegou a marca de 3.300 vagas.

As parcerias entre os vereadores, que foram capitaneadas por Zé Filho, e que proporcionaram a união na a liberação de emendas, favoreceram outros projetos além do Unitodos, entre os quais estão  o Programa Jovem Habilitado que proporciona a emissão de CNH para jovens em situação vulnerável e que precisem do documento para viabilizar oportunidade de emprego, este contou com apoio do vereador Venâncio (PP). Já no Programa ‘Se Liga’na ideia a parceria foi através de emenda do vereador Nilson Cavalcante (Avante).

Outro programa da Semjuv em torno dos quais os vereadores se uniram é o Programa Solares, que o promove a capacitação de jovens para que possam trabalhar com esse a tecnologia do ramo da energia fotovoltaica, este com apoio dos vereadores Luiz Lobão (MDB) e Neto do Angelim (PSDC). Também contribuíram para a ampliação do Unitodos os vereadores Luis André (PSL), Enzo Samuel (PCdoB) e Valdemir Virgino (PRP).

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A Academia Piauiense de Letras (APL) promoveu no último dia 15 de junho o panegírico do acadêmico João Paulo dos Reis Velloso, falecido em fevereiro deste ano. A homenagem aconteceu na sede da instituição centenária, localizada na Avenida Miguel Rosa, 3300, no Centro de Teresina.

 

Com a presença do Governador do Estado Wellington Dias, de escritores e autoridades, a oração da solenidade foi proferida pela acadêmica Fides Angélica de Castro Ommati.

 

O filho de Reis Velloso, João Marcos Velloso também participou do evento em homenagem ao pai. “O meu pai tinha muito orgulho de fazer parte da Academia Piauiense de Letras então quando soube que teria essa homenagem eu fiquei muito feliz justamente por lembrar desse carinho e satisfação que ele tinha em participar da Academia. Ele sempre trocava ideias com o presidente Nelson Nery, houve a possibilidade da Academia relançar um livro que ele já tinha escrito há anos, e eu não poderia deixar de participar dessa homenagem”, disse João Marcos.

 

João Marcos Velloso cuida da parte administrativa do Fórum Nacional, evento criado por Reis Velloso em 1988 e que reúne, desde então, anualmente economistas, cientistas sociais e políticos, líderes sindicais e empresariais, para discutir temas sociais e econômicos da atualidade.

 

Histórico

Ocupante da cadeira número 17 da Academia, João Paulo Reis Velloso preparava o livro “A Solidão do Corredor de Longa Distância”, sobre economia mundial e brasileira até 2012.

 

Natural do Piauí e radicado no Rio, o economista serviu a diferentes governos desde o início da ditadura militar, em 1964, passando pelos governos Castelo Branco, Costa e Silva, Médici e Geisel. Como ministro do Planejamento, Reis Velloso era considerado um dos civis mais poderosos do governo Geisel.

 

O ex-ministro entrou para a política em 1951, aos 20 anos, segundo o Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da FGV (CPDOC/FGV). Naquele ano, se mudou para o Rio, então capital, vindo de sua Parnaíba natal, para trabalhar como secretário do deputado federal Jorge Lacerda, da União Democrática Nacional (UDN).

 

Em seguida, Reis Velloso iniciaria sua carreira como escriturário do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (Iapi), ainda no Rio. Em 1955, passou em concurso público para o Banco do Brasil, trabalhando inicialmente em São Paulo. Após ser assessor no BB, Reis Velloso trabalhou no gabinete do ministro da Fazenda Walter Moreira Sales, no fim de 1961, no governo João Goulart.

 

O ex-ministro não viveu a derrocada do governo João Goulart nos gabinetes ministeriais, já que, em 1962, foi estudar na Universidade Yale, em New Haven (EUA), onde obteve o mestrado em Economia, em maio de 1964. Quando voltou ao Brasil, em julho daquele ano, o governo militar do marechal Humberto Castelo Branco já estava instalado em Brasília.

 

Reis Velloso foi então trabalhar no Ministério do Planejamento, comandado pelo economista Roberto Campos, ícone do liberalismo econômico no País. Na nova função, Reis Velloso organizou e chefiou o Escritório de Pesquisa Econômica e Social Aplicada (Epea), hoje Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em abril de 1968, passou a ocupar o cargo de secretário-geral do Ministério do Planejamento.

 

Reis Velloso assumiu como ministro no fim de 1969, em seguida da posse do general Emílio Garrastazu Médici na Presidência. À frente do Planejamento, coordenou as duas edições do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND). O PND 1 foi lançado em 1972, e o PND 2, em 1974.

 

O ex-ministro deixou o Ministério do Planejamento em 1979. O novo presidente, o general João Batista de Figueiredo, indicaria o ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen para a pasta.

 

A saída do Ministério do Planejamento marcou o fim da carreira política de Reis Velloso. Ainda segundo o CPDOC da FGV, seu nome seria aventado como candidato ao governo do Piauí, mas o ex-ministro optou por assumir a presidência, ainda em 1980, do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), ligado à Bolsa de Valores do Rio.

 

De lá para cá, Reis Velloso integrou conselhos de administração de diversas estatais, mas atuou principalmente no setor privado. Em 1988, organizou o 1.º Fórum Nacional, com o tema “Ideias para a modernização do Brasil”. O evento reuniu economistas, cientistas sociais e políticos, líderes sindicais e empresariais, para discutir temas sociais e econômicos da atualidade. Com a criação do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), o Fórum Nacional se tornaria anual a partir dos anos 90.

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Especialista em psicologia do trânsito e conselheiro do Conselho Regional de Psicologia da 21ª região, Eduardo Moita, debateu o projeto de lei encaminhado pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza as regras para a concessão e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), estendendo sua validade para até 10 anos.

 

Nisso, o psicólogo sinaliza que já há um grande movimento das diversas associações contra uma série de pontos da proposição, e destaca a necessidade dos exames serem feitos periodicamente. “Há uma preocupação muito grande das associações de trânsito com relação a algumas medidas que são tomadas, sem nenhum tipo de pesquisa ou estudo, a nossa grande questão sobre essa modificação é de onde saiu uma pesquisa que um cidadão, cidadã, podem passar de 5 a 10 anos sem fazer nenhum tipo de exame. Temos que ter muito cuidado, o trânsito brasileiro é o segundo mais violento do mundo, Teresina tem o maior índice de traumatismo craniano da América Latina, sabemos que o trânsito é violentíssimo”, disse.

 

Moita complementa.  “O exame que se faz periodicamente é uma garantia, para analisar se a pessoa vai ter condição médica e condição psicológica de permanecer no trânsito, porque a cada 5 anos as pessoas que exercem atividade remunerada fazem exame médico, exame psicológico, então de onde se tirou a ideia de 5 para 10”, comenta.

 

Ele citou que em alguns países os laudos para renovação são feitos em menos de 3 anos, e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os exames sejam feitos periodicamente; Moita frisa que nenhum laudo é eterno. “A OMS ela diz que precisa ser estabelecido um prazo sobre qualquer tipo de avaliação, não há laudo que seja eterno, todo laudo precisa ter uma periodicidade, nós estamos nos últimos 5 anos em Brasília tentando a inclusão da avaliação psicológica na renovação da CNH, porque nós amadores (as pessoas que não exercem atividade remunerada) fazemos exame psicológica uma única vez na vida, de onde vem essa questão? Diversos estudos do Conselho Federal de Medicina, de grupos de pesquisas colocam o ser humano nos exames periódicos a cada cinco anos, pelas modificações de vida”, sinaliza.

 

O Piauí pode entrar para a lista de estados brasileiros que adotaram soluções caseiras para o problema causado com a falta dos médicos do Programa Mais Médicos do Governo Federal. Pelo menos 40 cidades do Piauí enfrentam o problema com a saída dos médicos cubanos.  Para isso, o parecer ao Indicativo de Projeto de Lei de autoria do deputado estadual Henrique Pires (MDB) tem que ser acatado pelo Governo do Estado. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Pelo projeto será criado o Programa Mais Médicos do Piauí instituindo uma bolsa de ensino, aperfeiçoamento e pesquisa na área de Saúde da Família, pelo período de um ano, para os médicos do curso de Medicina da Universidade Estadual do Piauí (Uespi).

Leis semelhantes já foram aprovadas no Ceará, Espírito Santo e em cidades como Campinas em São Paulo. “Temos dois eixos nesta proposta pela qual o governador Wellington Dias já demonstrou interesse, temos o eixo de que com os médicos que decidirem participar do programa poderão atuar nas cidades com déficit e também de termos aperfeiçoamento com a pesquisa que eles mesmo terão de fazer nos municípios, assim o Piauí terá ainda mais conhecimento a respeito de quais são as maiores necessidades da Saúde no Estado”, explica o deputado.

Como cria despesa para o Estado a proposta foi apresentada pelo deputado na forma de indicativo de projeto de lei. Segundo Henrique Pires os custos para o Estado devem permanecer praticamente os mesmos já que a fonte pagadora da Saúde tem praticamente toda a sua origem no mesmo fundo nacional, “o que mudaria é que com o Programa Médicos da Família do Piauí os profissionais do Estado teriam maior incentivo e poderiam ser aproveitados para preenchera demanda deixada pelos médicos que saíram do programa federal Mais Médicos”, acrescenta o deputado.  Henrique Pires na CCJ