Com cerca de 12,2 milhões de agulhas e seringas já utilizadas na campanha de imunização no Piauí, tomando como base os dados das doses aplicadas até o domingo (14), o desafio em torno do descarte correto é uma preocupação das autoridades e sanitaristas. Atenção que se estende a todo o país, haja vista que somente para a doses iniciais e a de reforço são estimadas mais de 600 milhões de unidades. Junta-se aos resíduos da vacinação, as ampolas dos imunizantes.
Assim, a separação e o manejo adequado são essenciais para a garantia da preservação ambiental, observando que esses resíduos perfurocortantes têm potencial de contaminar o solo e a água, além de trazer à tona riscos de acidentes, se não receberem o tratamento e a destinação adequada.
“Resíduos resultantes de atividades de vacinação com microorganismos vivos ou atenuados, incluindo frascos de vacinas com expiração do prazo de validade, com conteúdo inutilizado, vazios ou com restos do produto, agulhas e seringas, devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final. O processo físico ou outros processos de tratamento utilizado devem ser validado para a obtenção de redução ou eliminação da carga microbiana, em equipamento compatível com Nível III de Inativação Microbiana”, explica o coordenador de Engenharia, Segurança e Meio Ambiente do Grupo Sterlix/Raiz, Rafael Marques.
Presente no Piauí há mais de 12 anos, a Sterlix/Raiz, pertencente ao Grupo Natus Ambiental, promove a destinação adequada desses resíduos, levando-os para a disposição final apenas após o tratamento em sua unidade. O processo minucioso evita danos à saúde pública e impede qualquer acidente, ou a disseminação de patógenos.
Nesse sentido, Rafael Marques orienta os gestores, alavancando a necessidade da população também cobrar dos seus gestores a destinação correta para a sua proteção, como também para a proteção do meio ambiente. ” Os resíduos perfurocortantes gerados da campanha de vacinação devem ser acondicionados nas caixas (DESCARPAK) e retornar às secretarias para sua posterior coleta, tratamento e destinação final”, complementa.
Em Batalha, a localidade Marajá agora tem 90% de sua extensão com calçamento. A obra foi entregue neste final de semana pelo deputado Henrique Pires (MDB) e pelo prefeito Zé Luís. Na zona urbana e rural do município foram mais de mil metros de calçamento incluindo também o bairro Vila Kolping. Além do calçamento, também está em andamento a perfuração de poço tubular para abastecer a região.
“Há alguns anos recebemos aqui a equipe do atual deputado e muitos pensaram que esse momento não chegaria. Mas não tinha dúvida que estaria vivo vendo nossa localidade ser beneficiada”, afirmou seu Manoel. Henrique Pires lembra que a comunidade Marajá é uma das mais antigas no município de Batalha por isso as obras eram aguardadas há muito tempo como enfatizou seu Manoel Nunes, um dos moradores mais antigos, que prestou homenagem ao deputado através de uma carta, agradecendo o trabalho realizado. A comunidade fica 70 km distante da zona urbana de Batalha e esta é a primeira grande obra realizada no local.
“São obras importantes que eu me sinto feliz de ter conseguido viabilizar aqui em Batalha, sendo uma cidade de extrema importância do norte do Piauí, mas que há muito tempo não tem uma representação forte para garantir que as obras cheguem ao município e as localidades”, acrescenta o deputado. Participaram ainda da visita para entrega das obras, ao lado do deputado, o vereador Luís Miranda, o secretário de Meio Ambiente, Paulo Pires e a ex-vereadora Fátima Pires.
Com a guerra deflagrada na Europa e afetando as principais áreas de produção de fertilizantes e defensivos: Ucrânia e Bielorrússia, as restrições econômicas e fechamentos de corredores de logística, levantaram grande preocupação no setor mais promissor da economia brasileira e piauiense: o agronegócio.
Se para estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, a Guerra na Rússia, que afeta diretamente o fornecimento de fertilizantes, pode gerar aumento no uso dos fertilizantes de origem biológica, no caso do Piauí a substituição total ainda é impossível e o agronegócio do estado pode ser o mais afetado do país. A avaliação é do presidente da Associação dos Produtores de Soja do Piauí, Aprosoja Piauí, Alzir Neto.
Os principais fornecedores de potássio estão justamente na região de conflito. “O Piauí, digo com segurança que importamos em torno de 80% dos fertilizantes utilizado na soja. Tudo isso vem através do terminal de grãos nordeste no Porto de Itaqui e é preocupante a situação”, explica. Segundo o Ministério da Agricultura, nacionalmente a dependência é de 93%.
Apesar dos estudos e do avanço na substituição das fontes de defensivos e fertilizantes químicos paras as biológicas, que inclusive já existem no Cerrado do Piauí, a idade de cultivo das áreas piauiense, recente, não permite que essa substituição se dê ainda em larga escala.
As regiões do Paraná, Rio Grande do Sul e o próprio Mato Grosso tem a vantagem de serem regiões com mais de trinta, até setenta anos de cultivo e podem trabalhar no contexto do plantio direto. “Um sistema que permita diminuir, às vezes até mesmo não colocar o adubo. Aqui no Piauí isso é impossível”, explica o produtor.
Plano B para o Brasil
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou que até o final de março o Governo Federal deve entregar um plano de trabalho cujo objetivo é diminuir a dependência do agronegócio nacional das importações de fertilizantes russos, estimulando a fabricação nacional. Não só a soja está sendo afetada. Da mesma área do conflito também são importados os nitrogenados, que impactam mais a cultura do milho. “No contexto geral é uma commoditie que vai subir, várias empresas, eu mesmo entrei em contato ao longo última semana, nem sequer tem preço, não estão nem negociando e estão preocupadas em saber se o que já feito de travamento se eles vão conseguir de fato entregar. É uma situação bastante delicada sim”, enfatiza Alzir Neto.
Estamos no mês de março, mês em que a pauta de saúde da mulher entra em foco. Nos últimos dois anos, os efeitos da pandemia da Covid-19, em várias áreas da saúde, vêm sendo estudados e os que dizem respeito aos impactos da pandemia na saúde mental demonstram que as mulheres estão sendo mais atingidas.
Pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP mostrou que, durante a pandemia da Covid-19, as mulheres foram as mais afetadas. Houve um aumento significativo de estresse, ansiedade, depressão e estresse pós-traumático reportados em mulheres, em relação aos homens. Segundo a pesquisa, 40,5% apresentaram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.
Tanto o homem quanto a mulher precisam ter essa saúde mental em equilíbrio. Porém, a mulher está sim, mais suscetível a isso, pois existe uma oscilação hormonal natural nela. “Por conta dessa oscilação hormonal, a mulher fica mais vulnerável às questões da mente, do ambiente, situações internas e externas”, afirma Carol Costa Júnior, psicólogo do Sistema Hapvida.
Isolamento, fechamento de escolas, assumir o cuidado de crianças e idosos, desemprego, conciliar trabalho remoto e ensino em casa, aumentaram as dificuldades já vivenciadas por elas.
Carol Costa Júnior lembra que a pandemia gerou uma situação análoga à guerra e mudou a vida da humanidade em sua totalidade. A mulher sente esses impactos que vieram agregar ainda mais uma carga de cobrança imposta a ela. “Em termos de isolamento, na mulher, o impacto sobre aquele instinto de proteção aumentou. Então, ela acabou assimilando ou absorvendo mais esta preocupação”, acrescenta.
Outra questão a ser ressaltada é que a mulher, de forma geral, tem muito mais atribuições que os homens. “Mesmo o casal moderno, cabe a mulher muitas vezes cuidar dos filhos, o que também é uma demanda de trabalho intensa no sentido de que ela está se preocupando também com o emocional, ou seja, a saúde mental dos filhos e do marido. Então, naturalmente, ela já é mais cobrada para isso, em termos de família”, explica o especialista Hapvida.
O que fazer para combater o estresse?
“Primeiro, para solucionar um problema precisamos entendê-lo. O seu passo a passo, como ele foi criado e como está acontecendo. Cada pessoa é um universo e vai reagir à sua maneira. Segundo, após procurar entender o problema, começar a trabalhá-lo. Buscar atividades prazerosas, aquilo que chamam válvula de escape! Então, a psicoterapia é um caminho excelente para que a gente possa se conhecer.
A busca do autoconhecimento é importante. Terceiro, procurar ajuda e a terapia é fundamental neste processo, para atravessar esse turbilhão, especialmente a mulher que passa por tantas questões que tem que administrar sozinha”, destaca o especialista.
Não saber lidar com os anseios é um dos principais problemas da saúde mental na atualidade. “Seja com ansiedade ou depressão. A humanidade, hoje, se vê adoecida no sentido de que não sabe lidar com seus anseios, desejos, frustrações e, cada vez mais, a sociedade vai se moldando ao imediatismo”, afirma o psicólogo Carol Costa Júnior, especialista do Sistema Hapvida.
Com a disseminação da covid-19, este problema foi agravado e muitos profissionais afirmam que esta doença não é apenas do vírus, mas também de uma pandemia de medo e estresse que atinge em cheio crianças e adolescentes. Uma a cada 4 crianças apresentam sinais de ansiedade e depressão; além disso, o aumento de casos de suicídio e a chamada “síndrome da gaiola”, – medo de sair de casa – são algumas das questões que preocupam especialistas. Os dados são de um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa monitorou 7 mil crianças e adolescentes em todo o país.
“A situação da pandemia agravou. Existiam pessoas que já sofriam de ansiedade, depressão e síndrome do pânico que, agora, já vem com um gatilho mental de pessoas que estão apresentando compulsividade e mania de limpeza andando com álcool o tempo todo”, explica o psicólogo.
Há uma grande preocupação com a população infanto-juvenil por conta das consequências do isolamento e distanciamento social que deve ser quebrado com o retorno às aulas presenciais, ainda sob cuidados e protocolos mantendo distância. Entre as recomendações dos especialistas estão a organização de uma agenda que equilibre horários de estudos e tempo para brincar, evitando excessos de eletrônicos e internet. O contato com os avós, parentes e amigos e a regulação do acesso a notícias sobre a pandemia é outra indicação.
Além de procurar um especialista, confira alguns hábitos que podem ajudar a manter a saúde mental de crianças e adolescentes:
· Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos para situar o pensamento no momento presente);
· Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;
· Procurar, na medida do possível, investir em diversões conjuntas com eles. Gerenciar o tempo para o uso de telefones celulares e mídias virtuais;
· A rotina para as crianças é essencial. Procure fazer um planejamento adequando as tarefas de acordo com a idade. Defina horários para brincar, organizar o quarto e os brinquedos, comer, tomar banho, estudar, assistir televisão e claro, ter momentos de liberdade;
· Com adolescentes, o mais recomendado é auxiliar nas tarefas de casa, fazer um curso online, tarefas da escola e determinar um horário específico para ficar na internet etc. Em ambos os casos, é importante que você separe um tempo do seu dia para fazerem coisas em conjunto.
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